A Etapa da Educação Infantil
(Base Nacional Comum Curicular[i])
A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular
A expressão educação
“pré-escolar”, utilizada no Brasil até a década de 1980, expressava o
entendimento de que a Educação Infantil era uma etapa anterior, independente e
preparatória para a escolarização, que só teria seu começo no Ensino
Fundamental. Situava-se, portanto, fora da educação formal.
Com a Constituição Federal de
1988, o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a 6 anos de
idade torna-se dever do Estado. Posteriormente, com a promulgação da LDB, em
1996, a Educação Infantil passa a ser parte integrante da Educação Básica,
situando-se no mesmo patamar que o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. E a
partir da modificação introduzida na LDB em 2006, que antecipou o acesso ao
Ensino Fundamental para os 6 anos de idade, a Educação Infantil passa a atender
a faixa etária de zero a 5 anos.
Entretanto, embora reconhecida
como direito de todas as crianças e dever do Estado, a Educação Infantil passa
a ser obrigatória para as crianças de 4 e 5 anos apenas com a Emenda
Constitucional nº 59/2009[1],
que determina a obrigatoriedade da Educação Básica dos 4 aos 17 anos. Essa
extensão da obrigatoriedade é incluída na LDB em 2013, consagrando plenamente a
obrigatoriedade de matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos em instituições
de Educação Infantil.
Com a inclusão da Educação
Infantil na BNCC, mais um importante passo é dado nesse processo histórico de
sua integração ao conjunto da Educação Básica.
A Educação Infantil
no contexto da Educação Básica
Como primeira etapa da Educação
Básica, a Educação Infantil é o início e o fundamento do processo educacional.
A entrada na creche ou na pré-escola significa, na maioria das vezes, a
primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se
incorporarem a uma situação de socialização estruturada.
Nas últimas décadas, vem se
consolidando, na Educação Infantil, a concepção que vincula educar e cuidar,
entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. Nesse
contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos
construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua
comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de
ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas
crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira
complementar à educação familiar – especialmente quando se trata da educação
dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas
aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização, a autonomia e a
comunicação.
Nessa direção, e para
potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a prática do
diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de
Educação Infantil e a família são essenciais. Além disso, a instituição precisa
conhecer e trabalhar com as culturas plurais, dialogando com a
riqueza/diversidade cultural das famílias e da comunidade.
As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil
(DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009)[2],
em seu Artigo 4º, definem a criança como
“sujeito histórico e de direitos, que,
nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua
identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende,
observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a
sociedade, produzindo cultura” (BRASIL, 2009).
Ainda de acordo com as DCNEI, em
seu Artigo 9º, os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da
Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas quais as
crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações
e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens,
desenvolvimento e socialização.
A interação durante o brincar
caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas aprendizagens e
potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as
interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível
identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a
resolução de conflitos e a regulação das emoções.
Tendo em vista os eixos
estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação
Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento asseguram, na Educação
Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas quais
possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar
desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir
significados sobre si, os outros e o mundo social e natural.
Essa concepção de criança como
ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos e
assimila valores e que constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento
sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social não
deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de
desenvolvimento natural ou espontâneo. Ao contrário, impõe a necessidade de
imprimir intencionalidade educativa
às práticas pedagógicas na Educação Infantil, tanto na creche quanto na
pré-escola.
DIREITOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
·
Conviver com outras crianças e adultos, em
pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o
conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças
entre as pessoas.
·
Brincar cotidianamente de diversas formas, em
diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos),
ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus
conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais,
corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
·
Participar ativamente, com adultos e outras
crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas
pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como
a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo
diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.
·
Explorar movimentos, gestos, sons, formas,
texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias,
objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes
sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e
a tecnologia.
·
Expressar, como sujeito dialógico, criativo e
sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses,
descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens.
·
Conhecer-se e construir sua identidade pessoal,
social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de
pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras
e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e
comunitário.
Essa intencionalidade consiste na
organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às
crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a
natureza, com a cultura e com a produção científica, que se traduzem nas
práticas de cuidados pessoais (alimentar-se, vestir-se, higienizar-se), nas
brincadeiras, nas experimentações com materiais variados, na aproximação com a
literatura e no encontro com as pessoas.
Parte do trabalho do educador é
refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das
práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o
desenvolvimento pleno das crianças.
Ainda, é preciso acompanhar tanto essas práticas quanto as
aprendizagens das crianças, realizando a
observação da trajetória de cada criança e de todo o grupo – suas
conquistas, avanços, possibilidades e aprendizagens. Por meio de diversos
registros, feitos em diferentes momentos tanto pelos professores quanto pelas
crianças (como relatórios, portfólios, fotografias, desenhos e textos), é
possível evidenciar a progressão ocorrida durante o período observado, sem
intenção de seleção, promoção ou classificação de crianças em
“aptas” e “não aptas”, “prontas” ou “não prontas”, “maduras” ou “imaturas”.
Trata-se de reunir elementos para reorganizar tempos, espaços e situações que
garantam os direitos de aprendizagem de todas as crianças.
OS CAMPOS DE
EXPERIÊNCIAS
Considerando que, na Educação
Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes
as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os direitos de conviver,
brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organização
curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiências
constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências
concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos
que fazem parte do patrimônio cultural.
A definição e a denominação dos
campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aos
saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados às crianças e associados
às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de
experiências em que se organiza a BNCC são:
O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos
que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão
descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros
pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na
família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e
questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e,
simultaneamente, identificando-se como seres individuais e sociais. Ao mesmo
tempo que participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças
constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de reciprocidade e de interdependência
com o meio. Por sua vez, na Educação Infantil, é preciso criar oportunidades
para que as crianças entrem em contato com outros grupos sociais e culturais,
outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados
pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas. Nessas experiências,
elas podem ampliar o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizar sua
identidade, respeitar os outros e reconhecer as diferenças que nos constituem
como seres humanos.
Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos sentidos,
gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as
crianças, desde cedo, exploram o mundo, o espaço e os objetos do seu entorno,
estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si,
sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se,
progressivamente, conscientes dessa corporeidade. Por meio das diferentes
linguagens, como a música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta,
elas se comunicam e se expressam no entrelaçamento entre corpo, emoção e
linguagem. As crianças conhecem e reconhecem as sensações e funções de seu
corpo e, com seus gestos e movimentos, identificam suas potencialidades e seus
limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência sobre o que é seguro e o
que pode ser um risco à sua integridade física. Na Educação Infantil, o corpo
das crianças ganha centralidade, pois ele é o partícipe privilegiado das
práticas pedagógicas de cuidado físico, orientadas para a emancipação e a
liberdade, e não para a submissão. Assim, a instituição escolar precisa
promover oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre animadas pelo
espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e vivenciar um amplo
repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo, para
descobrir variados modos de ocupação e uso do espaço com o corpo (tais como
sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar apoiando-se em
berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar
cambalhotas, alongar-se etc.).
Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes
manifestações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no
cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de
experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e
linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia
etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Com base
nessas experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas
próprias produções artísticas ou culturais, exercitando a autoria (coletiva e
individual) com sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções,
desenhos, modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos
tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as
crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos
outros e da realidade que as cerca. Portanto, a Educação Infantil precisa
promover a participação das crianças em tempos e espaços para a produção,
manifestação e apreciação artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da
sensibilidade, da criatividade e da expressão pessoal das crianças, permitindo
que se apropriem e reconfigurem, permanentemente, a cultura e potencializem
suas singularidades, ao ampliar repertórios e interpretar suas experiências e
vivências artísticas.
Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o nascimento, as crianças
participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais
interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu
corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos
vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Progressivamente, as
crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e demais recursos de
expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna – que se torna,
pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é
importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir,
potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de
histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas elaboradas
individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a
criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo
social.
Desde cedo, a criança manifesta
curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de
textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar,
comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita,
reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores.
Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as
crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências
com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e
as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do
estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o
contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a
familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação
entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas
corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as
crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam,
inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em
escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da
escrita como sistema de representação da língua.
Espaços, tempos, quantidades,
relações e transformações – As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de
diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e
socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos
espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã
etc.). Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo,
os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da
natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de sua
manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de parentesco e sociais
entre as pessoas que conhece; como vivem e em que trabalham essas pessoas;
quais suas tradições e seus costumes; a diversidade entre elas etc.). Além
disso, nessas experiências e em muitas outras, as crianças também se deparam,
frequentemente, com conhecimentos matemáticos (contagem, ordenação, relações
entre quantidades, dimensões, medidas, comparação de pesos e de comprimentos,
avaliação de distâncias, reconhecimento de formas geométricas, conhecimento e
reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) que igualmente aguçam a
curiosidade. Portanto, a Educação Infantil precisa promover experiências nas
quais as crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e
explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para
buscar respostas às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição
escolar está criando oportunidades para que as crianças ampliem seus
conhecimentos do mundo físico e sociocultural e possam utilizá-los em seu
cotidiano.
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
|
||
Bebês (zero a 1 ano e 6 meses)
|
Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
|
Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)
|
(EI01EO01) Perceber
que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos.
|
(EI02EO01) Demonstrar
atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos.
|
(EI03EO01) Demonstrar
empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos,
necessidades e maneiras de pensar e agir.
|
(EI01EO02) Perceber
as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das
quais participa.
|
(EI02EO02) Demonstrar
imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar
dificuldades e desafios.
|
(EI03EO02) Agir
de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas
conquistas e limitações.
|
(EI01EO03) Interagir
com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais,
objetos, brinquedos.
|
(EI02EO03) Compartilhar
os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos.
|
(EI03EO03) Ampliar
as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e
cooperação.
|
(EI01EO04) Comunicar
necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras.
|
(EI02EO04) Comunicar-se
com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se
compreender.
|
(EI03EO04) Comunicar
suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
|
(EI01EO05) Reconhecer
seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene,
brincadeira e descanso.
|
(EI02EO05) Perceber
que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas
diferenças.
|
(EI03EO05)
Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as
características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.
|
(EI01EO06)
Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos,
adaptando-se ao convívio social.
|
(EI02EO06) Respeitar
regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras.
|
(EI03EO06)
Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de
vida.
|
(EI02EO07) Resolver
conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto.
|
(EI03EO07) Usar
estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas
interações com crianças e adultos.
|
|
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
|
||
Bebês (zero a 1 ano e 6 meses)
|
Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
|
Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)
|
(EI01CG01) Movimentar
as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos.
|
(EI02CG01) Apropriar-se
de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e
brincadeiras.
|
(EI03CG01)
Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos,
sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras,
dança, teatro, música.
|
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades
corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e
desafiantes.
|
(EI02CG02)
Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente,
atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e
atividades de diferentes naturezas.
|
(EI03CG02)
Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e
jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras
possibilidades.
|
(EI01CG03) Imitar
gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais.
|
(EI02CG03) Explorar
formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando
movimentos e seguindo orientações.
|
(EI03CG03) Criar movimentos, gestos, olhares e
mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e
música.
|
(EI01CG04) Participar
do cuidado do seu corpo e da
promoção do seu bem-estar.
|
(EI02CG04) Demonstrar
progressiva independência no cuidado do seu corpo.
|
(EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado
relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência.
|
(EI01CG05) Utilizar
os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas
possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.
|
(EI02CG05) Desenvolver
progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar,
pintar, rasgar, folhear, entre outros.
|
(EI03CG05) Coordenar
suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e
necessidades em situações diversas.
|
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
|
||
Bebês (zero a 1 ano e 6 meses)
|
Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
|
Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)
|
(EI01TS01) Explorar
sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente.
|
(EI02TS01) Criar
sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos
ritmos de música.
|
(EI03TS01) Utilizar
sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante
brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas.
|
(EI01TS02) Traçar
marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e
tintas.
|
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com
possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores,
texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos
tridimensionais.
|
(EI03TS02) Expressar-se
livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura,
criando produções bidimensionais e tridimensionais.
|
(EI01TS03) Explorar
diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas,
canções, músicas e melodias.
|
(EI02TS03) Utilizar
diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas,
canções, músicas e melodias.
|
(EI03TS03) Reconhecer
as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as
em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
|
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS
“ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
|
||
Bebês (zero a 1 ano e 6 meses)
|
Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
|
Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)
|
(EI01EF01) Reconhecer
quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem
convive.
|
(EI02EF01) Dialogar
com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e
opiniões.
|
(EI03EF01) Expressar
ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem
oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de
expressão.
|
(EI01EF02) Demonstrar
interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas.
|
(EI02EF02) Identificar
e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda
e textos poéticos.
|
(EI03EF02) Inventar
brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos.
|
(EI01EF03) Demonstrar
interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os
movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar
as páginas).
|
(EI02EF03) Demonstrar
interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos,
diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do
adulto- -leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a
direita).
|
(EI03EF03) Escolher
e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando
identificar palavras conhecidas.
|
(EI01EF04) Reconhecer
elementos das ilustrações de histórias, apontando-os, a pedido do
adulto-leitor.
|
(EI02EF04) Formular
e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando
cenários, personagens e principais acontecimentos.
|
(EI03EF04) Recontar
histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de
encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história.
|
(EI01EF05) Imitar
as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias
e ao cantar.
|
(EI02EF05) Relatar
experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais
assistidos etc.
|
(EI03EF05) Recontar
histórias ouvidas para produção de reconto escrito, tendo o professor como
escriba.
|
(EI01EF06) Comunicar-se
com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas
de expressão.
|
(EI02EF06) Criar
e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
|
(EI03EF06) Produzir
suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações
com função social significativa.
|
(EI01EF07) Conhecer
e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes portadores
(livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc.).
|
(EI02EF07) Manusear
diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais.
|
(EI03EF07) Levantar
hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos,
recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
|
(EI01EF08) Participar de situações de escuta de
textos em diferentes gêneros textuais (poemas, fábulas, contos, receitas,
quadrinhos, anúncios etc.).
|
(EI02EF08) Manipular textos e participar de
situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais
(parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios,
notícias etc.).
|
(EI03EF08) Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um
adulto e/ou para sua própria leitura
(partindo de seu repertório sobre esses textos, como a recuperação pela
memória, pela leitura das ilustrações etc.).
|
(EI01EF09) Conhecer e manipular diferentes
instrumentos e suportes de escrita.
|
(EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e
suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos.
|
(EI03EF09) Levantar hipóteses em relação à
linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de
escrita espontânea.
|
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS,
TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
|
||
Bebês (zero a 1 ano e 6 meses)
|
Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
|
Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses)
|
(EI01ET01) Explorar
e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor,
temperatura).
|
(EI02ET01) Explorar
e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades
dos objetos (textura, massa, tamanho).
|
(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação
entre objetos, observando suas propriedades.
|
(EI01ET02) Explorar
relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar, mover e remover
etc.) na interação com o mundo físico.
|
(EI02ET02) Observar,
relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar,
vento, chuva etc.).
|
(EI03ET02) Observar
e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre
eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
|
(EI01ET03) Explorar
o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo
descobertas.
|
(EI02ET03) Compartilhar,
com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da
instituição e fora dela.
|
(EI03ET03) Identificar
e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a
natureza, seus fenômenos, sua conservação.
|
(EI01ET04) Manipular,
experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de
deslocamentos de si e dos objetos.
|
(EI02ET04) Identificar
relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e
do lado) e temporais (antes, durante e depois).
|
(EI03ET04) Registrar
observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho,
registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
|
(EI01ET05) Manipular materiais diversos e
variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles.
|
(EI02ET05) Classificar objetos, considerando
determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
|
(EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo
com suas semelhanças e diferenças.
|
(EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos,
velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços,
escorregadores etc.).
|
(EI02ET06) Utilizar
conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje,
amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).
|
(EI03ET06) Relatar
fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus
familiares e da sua comunidade.
|
(EI02ET07) Contar
oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.
|
(EI03ET07) Relacionar
números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o
entre em uma sequência.
|
|
(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de
crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos
da mesma natureza (bonecas, bolas, livros etc.).
|
(EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.),
construindo gráficos básicos.
|
|
[1]
BRASIL. Emenda constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009. Diário Oficial
da União, Brasília, 12 de novembro de 2009, Seção 1, p. 8. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017.
[2] BRASIL. Conselho Nacional de
Educação; Câmara de Educação Básica. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009.
Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Diário
Oficial da União, Brasília, 18 de dezembro de 2009, Seção 1, p. 18. Disponível
em: <http:// portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=2298-rceb00509&category_slug=dezembro-2009-pdf&Itemid=30192>.
Acesso em: 23 mar. 2017.
[i] Disponível
em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.
Acesso em 10 abril 2018)
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: A educação é a base. Brasília, MEC-SEB, 2017.
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular: A educação é a base. Brasília, MEC-SEB, 2017.
Nenhum comentário:
Postar um comentário